George Santos (Foto: Reprodução | U.S. House Office of Photography)

E George Santos era Kitara Ravache

19 de janeiro de 2023, 11:57

No mundo fake, todas as trambicagens são permitidas. Os pilantras serão exaltados. Você vota num gato, elege uma lebre, e vice-versa.

Esse mundo fake é o habitat ideal para os oportunistas, que nas vidas passadas davam golpes ingênuos como o do cheque-voador ou o do Pix-sequestro, e hoje capturam coisas bem maiores, como uma Nação!

A extrema-direita, especialista em hipocrisia, mentiras e malandragens, deita e rola nessa. Infiltra seus “agentes” nos governos (até agentes-duplos nos de esquerda) praticando a arte de enganar eleitores otarios, em que são PhD. Nas recentes eleições brasileiras vimos isso de montão. Elegemos várias Papudas em todo o país.

Esta bela é a travesti brasileira Kitara Ravache. Os entendidos dizem que o nome é erro de grafia, pois pretenderia ser Cheetara, personagem louvada no universo gay.

Kitara é a personalidade mais graciosa de George Santos, o brasileiro que conseguiu se eleger nos EUA deputado republicano, tendo como biografia um prontuário de mentiras. 

Kitara é o homem/mulher das Mil Faces. A foto, feita numa parada Gay de Niterói, foi divulgada esta noite por uma amiga de Kitara, Eula Richard. George Santos se elegeu pelo estado de Nova Iorque como defensor de Deus-Patria-Familia, rezando a cartilha dos ultra conservadores Republicanos. É um seguidor de Trump e de Bolsonaro, contra a descriminalização das drogas, o aborto legal e assistido, a união civil de pessoas do mesmo sexo, terrivelmente evangélico. 

No Instagram, causa arrepios de riso o texto do jornalista Ruy Nogueira a respeito: “Em poucos dias foi descoberto como trapaceiro, caloteiro, mentiroso contumaz, ladravaz, malandro. Revelaram-se coisas como uma coleta via internet onde arrecadou dinheiro para a cirurgia de um cão, conseguiu mais que o necessário e deixou o animal morrer. 

Ontem à noite uma travesti brasileira, Eula Rochard, publicou velho recorte de jornal e revelou que o canalha abalou #niterói e adjacências lá pelos idos de 2008 como a esfuziante drag-queen Kitara Ravache (prima da talentosa Irene Ravache?). Talvez tenha sido a única página decente da vida da Damares nova-iorquina. O Brasil é surreal, levou uma drag-queen de direita ao Capitólio!”

Aos brasileiros, brasileiras e brasileiros fica aqui o alerta aos partidos que se pretendem ser éticos e corretos: antes de lançar um candidato, toda a cautela é pouco. Sua vida deve ser escaneada, da radiografia dos dentes ao currículo, incluindo na investigação todo o seu entorno, amigos, parentes, até cara-metade. Todo cuidado é pouco. Pois pode ser Ki-Cara ou Coroa.

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Escrito por:

Formação acadêmica: Conservatório Nacional de Teatro 1967-1969, Rio de Janeiro
Jornalista, atriz e diretora do Instituto Zuzu Angel/Casa Zuzu Angel - Museu da Moda. Manteve colunas diárias e semanais, de conteúdos variados (sociedade, comportamento, cultura, política), nos jornais Zero Hora (Porto Alegre), O Globo, Última Hora e Jornal do Brasil (Rio de Janeiro), onde também editou o Caderno H, semanal.
Programas de entrevistas nas TVs Educativa e Globo.
Programas nas rádios Carioca e Paradiso.
Colaborações e/ou colunas nas revistas Amiga, Cartaz, Vogue, Manchete, Status, entre outras publicações).
Atriz de Teatro, televisão e cinema, de 1965 a 1976
Curadoria de Exposições de Moda: Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Itau Cultural, Paco Imperial, Casa Julieta de Serpa, Palacio do Itamaraty (Brasilia), Solar do sungai (Salvador).
Curadoria do I Salao do Leitor, Niterói

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