Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF

Instituto de Cardiologia e Transplantes do DF completa 16 anos e reforça papel de referência nacional em transplantes

1 de abril de 2025, 18:30

Nesta terça-feira (1º), o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) celebra 16 anos de atuação, consolidando-se como um dos principais centros do país na realização de transplantes. A unidade se destaca por procedimentos de alta complexidade, incluindo cirurgias de coração, fígado, rim, córnea e medula óssea. Desde sua fundação, mais de 2,7 mil transplantes foram realizados.

Além da expertise em transplantes, a instituição acumula um histórico expressivo em outros procedimentos médicos. Em 16 anos, foram realizadas mais de 12 mil cirurgias cardíacas, 69 mil exames de tomografia, 57 mil ressonâncias nucleares, meio milhão de consultas e 46 mil procedimentos terapêuticos intervencionistas.

O ICTDF é uma entidade privada sem fins lucrativos que atende tanto pacientes particulares e conveniados quanto usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças a um contrato com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), a unidade fornece serviços de alta complexidade na área cardiovascular e transplantes, desempenhando um papel fundamental na rede pública de saúde.

Reconhecimento e homenagens

A comemoração pelo aniversário da unidade contou com homenagens a pacientes transplantados e aos profissionais de saúde que atuam no instituto. O secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Junior, destacou a dedicação da equipe médica: “Cada profissional teve e tem um papel essencial na história do ICTDF. Nossa motivação vem do compromisso assumido na faculdade e da importância do nosso trabalho”, afirmou.

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também ressaltou a excelência da unidade: “O ICTDF é o maior centro de transplantes do país, graças às equipes altamente capacitadas”. O primeiro interventor do instituto, Marcos Antônio Costa, enfatizou o esforço logístico por trás de cada transplante: “Enquanto uma equipe viaja para buscar um órgão, outra está de prontidão para realizar a cirurgia. É um processo complexo que muitos não teriam condição de arcar financeiramente”.

Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou a necessidade de investir na formação de especialistas: “Precisamos de médicos preparados não só tecnicamente, mas também humanamente”.

A importância da doação

A doação de órgãos é fundamental para salvar vidas. Pessoas vivas podem doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea ou do pulmão, desde que o procedimento não comprometa sua própria saúde. Já em casos de falecimento, a autorização da família é necessária para a concretização da doação. Por isso, é essencial que o desejo de ser doador seja comunicado aos parentes, facilitando o processo e garantindo que mais vidas possam ser salvas.

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